sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Regresso a Luanda

Mais de um mês depois da minha ida à, aliás quase deprimente, "Tuga", regressei a Angola. Desta vez, não foi o já mítico Voo 251 da TAP que me trouxe, mas antes o voo 651 da TAAG. Sim, viajei numa companhia aérea angolana. Sim, a mesma companhia que, em tempos, foi proibida de viajar para o espaço aéreo Europeu por não respeitar as condições de segurança mínimas necessárias. Sim, depois de pensar que a viagem poderia ser algo aborrecida, com o avião a querer despenhar-se a qualquer instante, com os passageiros a gritarem que nem loucos enquanto tentavam passar por cima do pula que por ali andava a choramingar e que por acaso era eu, decidi, mesmo assim, embarcar.

Pensei tudo isto para descobrir que, na realidade, os aviões da TAAG são maiores, mais confortáveis e mais modernos do que os da TAP. Viajamos num "Boeing", em vez de num "Airbus", o que eleva a qualidade da viagem, em termos de espaço e estabilidade. Terá sido, curiosamente, a única viagem de avião que efectuei na qual não consegui sentir o momento exacto da aterragem, de tão suave que foi. Ou então foi porque estava a dormir. Mesmo assim, a TAAG que me perdoe, mas o nome do blog continuará a fazer publicidade ao voo da companhia aérea portuguesa.

Sem dúvida que as condições no aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda, melhoraram desde a minha última viagem, certamente influência do evento desportivo CAN 2010, organizado por Angola em Janeiro.

Durante a viagem, tive, novamente, o privilégio de ir sentado junto a uma janela, o que me permitiu ir apreciando paisagens africanas lá do céu, se é que podemos considerar nuvens como uma paisagem. Mesmo assim, em África, parece que o sol está sempre mais próximo de nós:




Durante a minha estadia em Portugal, não consegui estar com todas as pessoas com quem gostaria de ter estado. Falei com vários amigos com quem não pude confraternizar e, por isso, me penitencio. De todo o modo, para se vingarem de mim, pensem que estou agora a apanhar calor, o que me faz suar, que tenho ido à praia nos fins-de-semana, o que faz com que a minha pele ameace cair. Acho que já estou a ser martirizado o suficiente, pelo que aquando do meu (novo) regresso, terão de me compensar devidamente.